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a historia de israel no antigo testamento

• CAPÍTULO 24: DEPOIS

• CAPÍTULO 24: DEPOIS DO EXÍLIO Depois que as esperanças nacionalistas de Judá foram perdidas e ficaram reduzidas a pó, com a queima de Jerusalém no 586, o profeta Jeremias acompanhou um restante de judeus ao Egito e ali concluiu seu ministério. Ezequiel, um profeta entre os exilados da Babilônia, dedicou sua mensagem aos projetos e perspectivas de uma última restauração do lar pátrio. Seu ministério profético provavelmente terminou por volta do 570 a.C. Com a volta dos judeus a seu país nativo, Ageu e Zacarias começaram a exercer sua eficaz influência, estimulando os judeus em seus esforços para reconstruírem o templo. Antes de que transcorresse outro século, Malaquias surgiu em Judá como um profeta do Senhor. Os tempos da reconstrução de Jerusalém 599 As predições escritas de Jeremias concernentes a um período de setenta anos do cativeiro dos judeus já eram conhecidas e estavam em circulação entre os exilados na Babilônia. De frente aos judeus se estendiam dias transcendentais. Pouco depois da queda da Babilônia, Ciro assinou um pertinente decreto. Revertendo a política de desarraigar de seu lar os povos conquistados —uma prática dos assírios e dos babilônicos de quase dois séculos—, Ciro favoreceu o povo judeu e outros povos cativos com uma proclama na qual lhes era permitido voltar a sua terra Natal. Aproximadamente cinqüenta mil judeus se reuniram na longa viagem desde a Babilônia a Jerusalém, para restaurar seus destinos nacionais sob a chefia de homens tais como Zorobabel e Josué (Esdras 1-3). Os judeus voltaram cheios de otimismo e começaram a tremenda tarefa de reconstruir seu país. Erigiram um altar e restituíram o culto em Jerusalém, de acordo com a lei de Moisés. Com renovado entusiasmo, tornaram a celebrar as festas e as ofertas prescritas. Corajosamente, empreenderam a reconstrução do templo no segundo ano depois da volta do exílio. Enquanto muitos gritavam de alegria, outros choraram enquanto refletiam na belíssima estrutura salomônica que tinha sido reduzida a um montão de ruínas pelos exércitos da Babilônia cinco décadas antes. O otimismo deu passo ao desalento. Recusando a ajuda da população misturada na província da Samaria, os judeus se converteram em vítimas do ódio. Tão hostis foram seus vizinhos do norte que o projeto de reconstrução foi completamente abandonado por quase dezoito anos. Não foi senão até o segundo ano do reinado de Dario (520 a. C.), quando os judeus estiveram em condições de renovarem seus esforços. Naquele tempo, os profetas Ageu e Zacarias insuflaram o zelo e o patriotismo de uma nova geração 600 . Menos de um mês depois de que Ageu fizesse sua aparição em público, o povo recomeçou o programa de reconstrução. Seu incentivo aumentou quando umas semanas mais tarde Zacarias se uniu a Ageu em mensagens de repreensão, alento e segurança. Zorobabel e Josué deram a seu povo uma valente chefia no nobre esforço, a despeito da oposição de Tatenai (Esdras 4-6). Quando o último apelou ao rei persa, Dario fez uma investigação e emitiu um édito favorável aos judeus. no termo de cinco anos, o povo de Judá viu cumpridas suas esperanças na reedificação do novo templo. 599 Para uma mais completa discussão dos tempos de Zacarias e Ageu, ver capítulo 16 (Jr 25.11, 29.10; Dn 9.1-2). Enquanto os governantes da Babilônia continuaram no poder, as esperanças de um regresso ao lar pátrio foram escassas. Para aqueles que estavam familiarizados com a mensagem de Isaias (44.28-45.1), uma nova esperança deve ter surgido quando Ciro, o persa, emergiu frente aos destinos políticos e militares de seu país como líder absoluto. Com sua conquista da Babilônia no 539, a profecia de Jeremias levantou um renovado interesse entre os piedosos e os devotos (Dn 9.1-2). 600 Amplas revoluções aconteceram durante os primeiros anos do reinado de Dario. Tanto se influíram ou não nas atividades destes dois profetas, não se indica em seus escritos, embora Pfeiffer, em Introduction to the Old Testament, pp. 602- 607, interpreta a Ageu 2.6-9 e a Zacarias 2.6ss como referências para suas condições não estabelecidas desta época. Ver também Albright, The Biblical Period, p. 50. Certamente, Esdras 5 representa a Dario como muito favoravelmente inclinado aos judeus. 282

Ageu e Zacarias apenas se são mencionados no livro de Esdras (5.1-2 y 6.14) como profetas que ajudaram a Zorobabel e Josué. A efetividade de seu ministério e o impacto que causaram sobre o povo de Judá se aprecia mais claramente em seus escritos. Ageu – Promotor do programa de construção Ag 1.1-2.23 Pouco se conhece a respeito de Ageu, além de sua identificação como profeta. Muito provavelmente nasceu na Babilônia e retornou com a migração a Jerusalém nos anos 539-38 a.C. Sua tarefa específica foi induzir os judeus a renovarem seu trabalho no templo. Começando a finais de agosto do 520 a.C., Ageu emitiu quatro mensagens ao povo, antes que terminasse esse ano. A brevidade de seu livro pode indicar que ele registrou somente suas mensagens orais. A seguinte perspectiva do livro está baseada em quatro oráculos: I. Admoestação e resposta do povo Ag 1.1-15 II. A maior glória do novo templo Ag 2.1-9 III. A seguridade das bênçãos Ag 2.10-19 IV. Uma mensagem pessoal Ag 2.20-23 A segunda década, depois que se colocou a primeira pedra ao templo, transcorreu rapidamente. O entusiasmo religioso expressado quando se lançaram os fundamentos tinha sido decisivamente sufocado pelos hostis samaritanos. Enquanto isso, o povo tinha-se dedicado à construção de seus próprios lares. Ageu dirigiu suas primeiras palavras a Zorobabel, o governador, e a Josué, o sumo sacerdote. Valentemente, declarou que não era justo que o povo demorasse a construção do templo. Voltando-se ao laicato, os lembrou de que o Senhor dos Exércitos era forte e possuidor de todas as bênçãos materiais. Em lugar de dedicarem seus esforços ao santo projeto, tinham-se dedicado a construir seus próprios lares. Portanto, a seca e as más colheitas tinham sido seu prêmio (1.1-11). Até então, nenhum profeta tinha gozado de tão rápidos resultados em Judá. O povo respondeu entusiasticamente à exortação de Ageu. Vinte e cinco dias depois, Ageu teve a satisfação de ver renovada a atividade na construção (1.12-15). A construção do novo templo continuou a passos agigantados por quase um mês antes que Ageu entregasse uma nova mensagem. A ocasião se produziu no último dia da Festa dos Tabernáculos 601 . Até ali, somente tinha havido uma colheita escassa e portanto a celebração foi notavelmente medíocre em comparação com as elaboradas festividades no átrio do templo nos tempos pré-exílicos. Provavelmente, deviam restar ainda uns poucos dentre os anciãos que tinham visto o anterior templo —menos em número, contudo, que no 538 a.C., quando a nova fundação tinha sido assentada. Comparando o que se fazia com a estrutura salomônica, ficaram pessimistas e desencorajados. O trabalho se retrasava conforme o espírito do desânimo começou a penetrar na totalidade do grupo. A oportuna mensagem de Ageu salvou a situação. Admoestando os judeus a renovarem seus esforços, o profeta lhes assegurou que Deus, através de seu Espírito, estava entre eles. Além disso, lhes chegou a palavra procedente do Senhor dos Exércitos: Deus sacudiria as nações, o Senhor faria que a glória daquele templo excedesse a do primeiro, e o Todo Poderoso forneceria a paz e a prosperidade naquele lugar. Embora a promessa era inequívoca e específica, o tempo para seu cumprimento está velado nas ambíguas palavras "daqui a pouco". Para a geração de Ageu, esta promessa foi uma fonte de alento em sua tarefa imediata. 601 esta festa era observada no sétimo mês, desde o dia décimo quarto até o vigésimo primeiro. Comparar Lv 23.34. 283

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Patriarcas E Profetas por Ellen G. White [Novo Edicao]