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a historia de israel no antigo testamento

durante um dia, eles

durante um dia, eles normalmente utilizavam a totalidade da semana na festa dos tabernáculos, dando ocasião de uma ampla oportunidade para a leitura da lei de acordo com o mandamento de Moisés (Dt 31.9-13). Dia da expiação A mais solene ocasião a totalidade do ano era o dia da expiação (Lv 16.1-34; 23.26-32; Nm 29.7- 11). Era observada no décimo dia de Tishri com uma sagrada convocatória e jejum. Naquele dia não era permitido nenhum trabalho. Este era o único jejum requerido pela lei de Moisés. O principal propósito desta observância era realizar uma verdadeira expiação. Em sua elaborada e singular cerimônia, a propiciação foi realizada por Arão e sua casa, o santo lugar, a tenda da reunião, o altar das ofertas de fogo e pela congregação de Israel. Somente o sumo sacerdote podia oficiar naquele dia. Aos outros sacerdotes nem sequer estava permitido permanecer no santuário, senão que deviam identificar-se com a congregação. Para esta ocasião, o sumo sacerdote luzia seus especiais ornamentos e vestia com linho branco. As ofertas prescritas para o dia eram, como se segue: dois carneiros como holocausto para si mesmo e para a congregação, um bezerro para sua própria oferta de pecado, e dois bodes como uma oferta de pecado pelo povo. Enquanto que as duas cabras permaneciam no altar, o sumo sacerdote realizava sua oferta pelo pecado, fazendo expiação por si mesmo. Sacrificando uma cabra no altar, fazia expiação pela congregação. Em ambos os casos, aplicava o sangue ao propiciatório. De forma similar, santificava o santuário interior, o lugar sagrado e o altar das ofertas de fogo. Daquele jeito as três divisões do tabernáculo eram adequadamente limpadas no dia da expiação para a nação. Depois, a cabra era levada ao deserto para que com ela se fossem os pecados da congregação 86 . Tendo confessado os pecados do povo, o sumo sacerdote voltava ao tabernáculo para limpar a si mesmo e trocar-se em suas vestes oficiais. Mais uma vez voltava para o altar no pátio externo. Ali concluía o dia da expiação e seu ritual com dois holocaustos, um para si mesmo e outro para a congregação de Israel. As distintivas características da religião revelada de Israel formavam um contraste com o ambiente religioso do Egito e de Canaã. Em lugar da multidão de ídolos, eles adoravam um do deus. em vez de um grande número de altares e nichos de adoração, eles tinham só um santuário. Por meio das ofertas prescritas e dos sacerdotes consagrados, tinha-se realizado a provisão para que o laicato pudesse aproximar-se de Deus sem temor. A lei os conduzia numa pauta de conduta que distinguia a Israel como a nação da aliança com dd., em contraste com as culturas pagãs do entorno. Em toda a extensão na que os israelitas praticavam esta religião divinamente revelada, se asseguravam o favor de Deus, como se expressava na fórmula sacerdotal para abençoar a congregação de Israel (Nm 6:24-26): "O SENHOR te abençoe e te guarde" "O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti" "O SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz" 86 A pessoa encarregada de conduzir a cabra para o deserto somente podia voltar ao acampamento após ter-se lavado e limpado as próprias roupas. 52

• CAPÍTULO 5: PREPARAÇÃO PARA A NACIONALIDADE Nas redondezas do Monte Sinai, Israel celebrou o primeiro aniversário de sua emancipação. Aproximadamente um mês mais tarde, o povo levantou acampamento, buscando a imediata ocupação da terra prometida. Uma marcha de onze dias os levou até Cades-Barnéia, onde uma crise precipitou o divino veredicto da marcha errabunda pelo deserto. Não foi senão até passados trinta e oito anos mais tarde que o povo chegou às planícies do Moabe (Nm 33.38), e dali ao Canaã. Organização do Israel 87 Enquanto ainda estavam estacionados no Monte Sinai, os israelitas receberam detalhadas instruções (Nm 1.1-10.10), muitas das quais estavam diretamente relacionadas com sua preparação para continuar a jornada até o Canaã. Na Bíblia este material está apresentado de uma forma e numa disposição lógica antes que cronológica, como pode ver-se pelo seguinte esquema: I. A enumeração de Israel Nm 1.1-4.49 O censo militar Nm 1.1-54 Designação do acampamento Nm 2.1-34 Levitas e seus deveres Nm 3.1-4.49 II. Normativas do acampamento Nm 5.1-6.21 Restrições de práticas do mal Nm 5.1-31 Votos nazireus Nm 6.1-21 III. A vida religiosa de Israel Nm 6.22-9.14 A adoração instituída do tabernáculo Nm 6.22-8.26 A segunda Páscoa Nm 9.1-14 IV. Provisões para a condução do povo Nm 9.15-10.10 Manifestações divinas Nm 9.15-23 Responsabilidade humana Nm 10.1-10 As instruções expostas nos primeiros capítulos pertencem em grande medida à questões e matérias de organização. Muito verossimilmente, o censo datado no mês da partida de Israel ao Monte Sinai representa uma tabulação da conta tomada previamente (Êx 30.11ss; 38.26). enquanto que em princípio Moisés teve como primordial preocupação a coleção do necessário para a construção do tabernáculo, depois deve ser instruído no concernente ao serviço militar. Excluídas as mulheres, crianças e levitas, o conjunto era de uns 600.000 homens. Quase quatro décadas mais tarde, quando a geração rebelde tinha perecido no deserto, a cifra era aproximadamente a mesma (Nm 26). O passo de tão grande hoste de gente através do deserto transcende a história ordinária 88 . Não só o fato em si deve ter requerido um subministro sobrenatural de provisões matérias de maná, codornas e água, senão uma cuidadosa organização. Tanto se estava acampado ou em marcha, a lei e a ordem eram necessárias para o bem-estar nacional do Israel . Os levitas estavam numerados separadamente. Substituídos pelo primogênito em cada família, os levitas tinham como missão servir sob a supervisão de Arão e seus filhos, que já tinham sido designados como sacerdotes. Como assistentes aos sacerdotes aarônicos, tiveram designadas 87 Para um excelente comentário sobre o Livro de Números, ver A. A. MacRae, "Numbers", em The New Bible Comentary (Londres, 1953), pp. 162-194. 88 Num recente estudo dos costumes contemporâneos e o exame das listas do censo em Números, G. E. Mendenhall, sugere que "elef", a palavra hebraica usualmente traduzida como "mil", é uma designação de uma subseção tribal. De acordo com esta teoria, Israel tinha aproximadamente 600 unidades, proporcionando um exército de uns 5500 homens. Ver George E. Mendenhall "Las listas el Censo de Números 1 y 26". Journal of Biblical Literature, LXXVII (março de 1958), 52-56. 53