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a historia de israel no antigo testamento

I. Comissionado por

I. Comissionado por Artaxerxes Ne 1.1-2.8 Informe de Jerusalém Ne 1.1-3 A oração de Neemias Ne 1.4-11 O favor do rei Ne 2.1-8 II. A missão de Jerusalém Ne 2.9-6.19 Viagem com êxito Ne 2.9-10 Inspeção e avaliação Ne 2.11-16 Oposição – Sambalate e Tobias Ne 2.17-20 Êxito da construção e defesa Ne 4.1-23 Política econômica Ne 5.1-19 Terminação das muralhas Ne 6.1-19 III. A reforma sob Esdras Ne 7.1-10.39 Os planos de cadastramento de Neemias Ne 7.1-73 A leitura da lei de Moisés Ne 8.1-12 A festa dos tabernáculos Ne 8.13-18 Serviço do culto Ne 9.1-5 A oração Ne 9.6-38 Aliança para guardar a lei Ne 10.1-39 IV. O programa e política de Neemias Ne 11.1-13.31 Registro do estado judaico Ne 11.1-12.26 Dedicação da muralha Ne 12.27-43 Indicações do templo Ne 12.44-47 Leitura da lei Ne 13.13 A expulsão de Tobias Ne 13.4-9 Reinstalação do apoio levita Ne 13.10-14 A restrição do comércio no sábado Ne 13.23-29 Matrimônios mistos Ne 13.30-31 Sumário Ne 13.15-22 Comissionado por Artaxerxes Entre os milhares de judeus exilados que não tinham retornado a Judá, estava Neemias. Em sua busca do êxito, tinha sido especialmente afortunado em ocupar um alto cargo entre os oficiais da corte persa, sendo copeiro de Artaxerxes Longimano. Vivendo na cidade de Susã, aproximadamente a 160 km ao nordeste do Golfo Pérsico, estava confortavelmente situado na capital da Pérsia, quando lhe chegou o informe de que as muralhas de Jerusalém estavam ainda em ruínas, Neemias sentiu-se dolorosamente surpreendido. Durante dias e dias jejuou e levou luto, chorou e rogou por seu povo em Jerusalém. A oração registrada em Ne 1.5-11 representa a essência da intercessão de Neemias durante este período de luto e choro. Reflete sua familiaridade com a história de Israel, a aliança do monte Sinai, a lei dada a Moisés que tinha sido quebrantada por Israel, e a promessa da restauração pelos migrantes arrependidos. Neemias reconheceu o Deus da aliança como ao Deus de Israel e dos céus, apelando a ele para que fosse misericordioso com Israel. Em conclusão, pediu que Deus pudesse concedê-lhe o favor do rei da Pérsia, seu dono. Após três meses de oração constante, Neemias enfrentou-se com uma dourada oportunidade. Enquanto esperava, o rei percebeu a enorme tristeza de Neemias. À pergunta de seu rei, Neemias, com medo e tremendo, expressou sua dor pela caótica condição de Jerusalém. Quando Artaxerxes, graciosamente, lhe pediu que declarasse seus desejos, Neemias se apressou a orar em silêncio e pediu, corajosamente, que o rei o enviasse a reconstruir Jerusalém, a cidade dos sepulcros de seus pais. O rei da Pérsia não só autorizou devidamente a Neemias para executar tal missão, senão que enviou cartas em seu nome a todos os governadores de além do Eufrates, para 192

que lhe fornecessem de materiais de construção para as muralhas e das portas da cidade, assim como para sua casa particular. A missão em Jerusalém Achegada de Neemias a Jerusalém, completada com os oficiais do exército e com cavalaria, alarmou os governadores circundantes. Acompanhado por um pequeno comitê, Neemias logo fez um plano para recorrer a cidade de noite, inspecionando a condição das muralhas. Uma vez ali, reuniu o povo e o enfrentou com o propósito de reconstruí-las. Entusiasticamente, achou o mais caloroso apoio por parte de todos. como eficiente organizador, Neemias designou ao povo as diferentes portas e seções das muralhas de Jerusalém (3.1-32). Tão súbita e intensa atividade fez surgir a oposição das províncias circundantes. Chefes influentes, tais como Sambalate, o horonita, Tobias o amonita e Gesem o árabe, culparam os judeus com a rebelião, assim que começou o trabalho 400 . Quando comprovaram que o projeto de reparação ia desenvolvendo-se com grande rapidez, se enfureceram até o ponto de organizar uma resistência. Sambalate e Tobias, ajudados pelos árabes, os amonitas e os asdoditas, fizeram plano para atacar a Jerusalém. Por aquele tempo, a muralha estava completada até a metade de sua altura. Neemias não só orou, senão que nomeou guardas, dia e noite. A todo o longo da parte mais baixa da muralha, o dever da guarda foi confiado a várias famílias. Com a comprobação de que os inimigos estavam fracassados em seu projeto, por este eficiente e eficaz sistema da guarda, os judeus reuniram seus esforços para a construção. Uma metade do povo continuou com as reparações com a espada disposta, enquanto que a outra metade permanecia em guarda permanente. Além disso tudo, ao toque da trombeta, todos os que estavam sob ordens se apressavam em acudir imediatamente até o ponto do perigo, para resistir o ataque inimigo. Não se permitiu a nenhum dos trabalhadores sair de Jerusalém. Trabalharam desde o amanhecer até o crepúsculo e permaneciam de guarda durante a noite. O esforço intensivo para completar a reparação das muralhas, foi especialmente difícil para as classes mais pobres do povo. Economicamente encontraram demasiado duro pagar tributos e impostos, interesses, e socorrer às famílias enquanto ajudavam a reconstruir as muralhas. Alguns inclusive se encararam com o propósito de fazer escravos a seus filhos em lugar de aumentarem suas dívidas. Imediatamente, Neemias convocou uma assembléia pública e exigiu uma promessa dos agressores de devolver ao povo necessitado o que tinham tomado deles. Os pagamentos com interesses foram cancelados. Como administrador, o próprio Neemias deu o exemplo. Deixou de perceber do povo seus direitos de governo em alimentos e em dinheiro durante os doze anos de seu primeiro período, como tinham feito seus antecessores. Além disso, 150 judeus e oficiais que visitavam Jerusalém foram hospedes da mesa de Neemias gratuitamente. Nem ele nem seus servos adquiriram hipotecas sobre a terra por empréstimos de dinheiro e grão, ao ajudar o necessitado. Desta forma, Neemias resolveu efetivamente a crise econômica durante os dias cruciais da reparação. Quando os inimigos dos judeus ouviram que as muralhas estavam quase completas, a despeito da oposição que haviam oferecido, esboçaram planos para enganar Neemias. Quatro vezes, Sambalate e Gesem o convidaram a encontrar-se com eles num dos povoados do vale de Ono. Suspeitando suas más intenções, Neemias declinou os convites, dando a razoável escusa de que estava demasiado ocupado. A quinta tentativa foi uma carta aberta de Sambalate, acusando Neemias de preparar planos para rebelião e de ter pessoal ambição de ser rei. Com a 400 Sambalate é mencionado nos Aramaic Papyri escritos pelos judeus na Elefantina, os que apelaram ao filho de Sambalate em demanda de ajuda no 407 a.C. Isto faz a Sambalate contemporâneo de Neemias. Ver Cowley, op. cít. O nome de Tobias, esculpido numa rocha em escritura aramaica, perto de Amam, Jordânia, situa a data comércio anterioridade ao 400 a.C. Isto pode referir-se realmente a Tobias, o inimigo de Neemias. Ver Albright, Archaeology OF Palestine and the Bible, pp. 171-22. 193

Patriarcas E Profetas por Ellen G. White [Novo Edicao]