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a historia de israel no antigo testamento

estimularam o interesse

estimularam o interesse neste propósito literário 431 . Não resulta ilógico supor que Isaias e Miquéias estivessem entre esse grupo de homens. Estes provérbios proporcionam conselho para os reis e súbditos, com especial atenção à pauta de conduta dos estultos. Nas oportunidades que oferece a vida, o estulto exibe sua estultícia, enquanto que o homem sábio demonstra as formas da sabedoria. Os dois últimos capítulos são unidades independentes. Agur, um autor desconhecido, fala das limitações do homem e da necessidade de condução por parte de Deus, por Sua Palavra. Como coisa característica das antigas formas de literatura, propõe questões retóricas, falando nelas de diversos problemas da vida, concluindo com conselhos práticos. O capítulo final abre com as instruções de Lemuel, o correspondente aos reis. Num acróstico alfabético, louva a inteligente e industriosa ama de casa —a mãe consagrada a seu lar e a seus filhos é digna do maior louvor. Eclesiastes – A pesquisa da vida A filosofia de seu autor e fascinantes experiências são a base profunda do livro do Eclesiastes. Falando como "Cohelet" ou como "Pregador", estabelece em prosa e em verso suas pesquisas e conclusões. Embora este livro esteja associado com Salomão, a questão do autor do mesmo continua sendo um enigma. Escreveu Salomão o Eclesiastes, ou o fez o rei israelita anônimo que representou o epítome 432 da sabedoria? 433 Tampouco está estabelecida a data de sua escritura. Quem quer que fosse seu autor, utiliza passagens clássicas de outros livros do Antigo Testamento 434 . Trata-se de um profundo tratado, que junto com Jó e os Provérbios está classificado como a literatura da sabedoria dos judeus. era lido publicamente na festa dos Tabernáculos, e incluído pelos judeus nos "Megilloth" ou livros utilizados nos dias festivos. A ênfase do autor sobre o gozo da vida, fazia deles uma leitura apropriada na estação anual das diversões 435 . O Eclesiastes representa uma expressão das vicissitudes do homem, suas venturas e seus fracassos. O autor não apresenta uma filosofia sistemática como Aristóteles, Espinoza, Hegel ou Kant, com seu desenvolvimento, senão que faz uma cuidadosa pesquisa e exame sobre a base das observações e experiências, das que obtém conclusões. Como um todo, limita suas pesquisas às coisas feitas "debaixo o sol", uma frase a qual recorre com freqüência. Outra expressão, "tudo é vaidade" (todo é vapor ou fôlego), que expressa em vinte e cinco ocasiões, dá a avaliação do autor das coisas mundanas que ele considera. Em sua fiel deliberação, se volta para Deus. Para um analise e para ajuda da leitura do Eclesiastes, considere-se o que se segue: I. Introdução Ec 1.1-11 Proposição do tema e propósito Ec 1.1-3 O contínuo ciclo da vida e os acontecimentos Ec 1.4-11 II. Um exame das coisas temporárias Ec 1.12-3.22 A sabedoria como objetivo da vida Ec 1.12-18 O prazer como objetivo Ec 2.1-11 O paradoxo da sabedoria Ec 2.12-23 A sabedoria de Deus e o propósito da Criação Ec 2.24-3.15 A responsabilidade do homem para com Deus Ec 3.16-22 III. Uma analise da relação econômica do homem Ec 4.1-7.29 431 Greenstone, op. cít., p. 262. 432 Epítome: compêndio de uma obra extensa (N. da T. Fonte: Enciclopédia Encarta de Microsoft). 433 A congruência de Salomão para tal experiência ou pesquisa está baseada em referências tais como 1 Rs 2.9; 3.12; 5.9-13; 10.2; Ec 1.16; 2.7. Parece ficcionalmente autobiográfico. 434 Comparar Gn 3.19 com Ec 12.7; Dt 4.2 e 12.1 com Ec 4.14; Dt 23.22-25 com Ec 5.3; 1 Sm 15.22 com Ec 4.13; e 1 Rs 8.46 com Ec 7.20. 435 Ver Robert Gordis. Koheleth - The Man and his World (Nova York: Block Publishing Co., 1955), p.121. 208

A vida do oprimido é vã Ec 4.1-16 Vaidade da religião e das riquezas Ec 5.1-17 A capacidade para o gozo é dada por Deus Ec 5.18-6.12 A temperança prática em todas as coisas Ec 7.1-19 O homem caído de seu estado original Ec 7.20-29 IV. As limitações da sabedoria do homem Ec 8.1-12.14 A analise do homem limitada a esta vida Ec 8.1-17 A vida está feita para o gozo do homem Ec 9.1-12 A sabedoria é prática e benéfica Ec 9.13-10.20 Conselho para a juventude Ec 11.1-12.7 Conclusão: o temor de Deus Ec 12.8-14 De forma cética, o autor propõe esta questão: que é o mais valioso como objeto da vida? Como na natureza, assim na vida do homem existe um repetido ciclo sem fim (1.4-11). Neste mundo não existe nada de novo. Com esta introdução, o autor afirma a futilidade de qualquer coisa que exista debaixo do sol. Explorando os valores da vida, Cohelet busca a sabedoria; mas isto incrementa a tristeza e a dor (1.12-18). Buscando a satisfação em uma vida variada e equilibrada, continua com sua investigação. Como um homem culto, busca misturar o prazer, o riso, o gozo pelos jardins, as mansões, o vinho e a música numa harmoniosa pauta de vida, porém todo é fútil (2.1-11). Num sentido, é paradoxal buscar a sabedoria, já que o homem sábio tenta agir à vista de um futuro que lhe é desconhecido. Por que ao viver como o ignorante, que vive o dia? (2.12-23). Porém Deus tem criado e desenhado todas as coisas para o gozo do homem. No ciclo sem fim da vida, existe um propósito para todas as coisas, que Ele tem feito (2.24-3.15), e em última instância, é responsável ante d. (3.16-22). Que finalidade tem a situação econômica do homem na vida? Quem goza mais da vida —o que cumpre com as responsabilidades que lhe foram indicadas, como um servo ordinário (4.1-3), ou o industrioso, agressivo indivíduo que procura somente ganhar riquezas e popularidade (4.4-16)? O praticar a religião como uma questão de rotina ou o fazê-lo hipocritamente, não é vantajoso. Os ganhos da vida podem trazer a ruína incluso a um rei, já que tudo está sujeito ao que Deus tem previsto por a natureza (5.1-17). A capacidade de gozar as abundantes provisões de Deus, procede precisamente do próprio Deus (5.18-6.12). o aplicar a sabedoria e a temperança em todas as coisas resulta prudente. Desgraçadamente, nenhuma criatura finita consegue uma pauta equilibrada do viver, embora Deus tenha criado o homem bom no princípio (7.1-29). Nenhum homem alcança a perfeita sabedoria nesta vida. Não conhecendo o futuro, a analise da vida do homem está definitivamente limitada. Quando a morte o destrói, seja justo ou malvado, não tem remédio nem ajuda (8.1-11). Apesar do fato de que a morte chega a todos por igual e que o universo se mostra indiferente às normas da moral, é, contudo, questão de sabedoria o temer a Deus (8.12-17). O homem não pode compreender a vida —e a morte é inevitável—, mas isto não deveria impedir que goze da vida em toda sua plenitude (9.1-12). A sabedoria, porém, deveria ser aplicada em todas as coisas. Valioso e exemplar é o caso do homem pobre, cuja sabedoria salvou a toda uma cidade (9.13-18). A temperança em todas as coisas deveria regular o gozo do homem pela vida. Uma pequena loucura pode acarretar muita dor e privar de numerosos benefícios (10.1-20). Certos princípios e práticas devem guardar-se na mente. Partilhar os dons da vida com outrem, inclusive apesar de desconhecermos o futuro (11.1-6). A filosofia epicúrea do viver somente o presente fica assim apresentada. Permitir a juventude gozar da vida até o máximo, e contudo lembrar que no final se encontra Deus (11.7-10). Com uma prudente alegoria da idade madura, a juventude fica advertida de lembrar a seu Criador nos primeiros anos de sua vida. 209

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