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a historia de israel no antigo testamento

Mediante este sofrimento

Mediante este sofrimento se proporciona a expiação. O especial uso da palavra "servo" em 53.11 provê a imputação de justiça àqueles cujas iniqüidades e pecados são perdoados mediante o sacrifício. Este servo não vacilará nem falhará no propósito para o qual foi comissionado. A redenção está prometida com sua morte. A imediata preocupação dos exilados na Babilônia é o projeto de fazê-los voltar a Jerusalém. Isto estava prometido para o tempo de Ciro, a quem Deus designou como um pastor. Enquanto Deus se serviu da Assíria como de uma vara em sua mão para executar o juízo (7-12), o governante Ciro será usado para levar os cativos de volta a Jerusalém. Se promete uma grande restauração mediante este servo na final exaltação de Sião por acima de todas as nações (49.1-26). Isto já tinha sido freqüentemente mencionado em precedentes capítulos. A sobressalente e significativa liberação, contudo, é a provisão para a expiação pelo pecado, feita possível somente mediante a morte do servo que sofre. Esta salvação é tão única e diferente que Israel é alertada, numa magnífica linguagem, de tomar nota do sofrimento e da morte do servo ideal. Por três vezes Israel é admoestada a ouvir, em preparação para a libertação que vai chegar (51.1-8). Como Deus escolheu a Abraão e o multiplicou para convertê-lo numa grande nação, assim Sião será confortada com bênçãos universais e um triunfo imperecível. Em três cantos seguintes, Israel é chamado a sair do sono em que está imersa (51.9-52.6). Os mensageiros são alertados para proclamar a paz e o bem em antecipação do retorno do Senhor a Sião (52.7-12). Mas a mensagem de paz apresentada na seguinte passagem não é a da libertação do exílio, senão a provisão para a liberação do pecado por meio do servo que sofre. Quando o servo retorna a Sião em triunfo, as nações e reis ficaram assombrados de que o exaltado servo seja aquele que não reconheceram em seu sofrimento. Como uma raiz na terra seca, tem prosperado. Desprezado e descartado, este homem de dores foi tratado com iniqüidade e levado como um cordeiro à morte. Desprovido de justiça e de juízo, foi condenado a morte por sua própria geração. Porém Deus aceitou a este servo em sua morte como sacrifício pelo pecado, mediante o qual muitos obtiveram a justiça. Por levar sobre si os pecados de muitos, a este servo se assegura uma herança e um despojo com o grande e o forte. De uma nação árida e sem frutos, Deus obterá um povo próspero (54.1-17). Israel é temporariamente julgada e abandonada. Da mesma forma que Deus permitiu ao destruidor que levasse a destruição e o juízo, assim assegura também a prosperidade a seu povo, pessoas que estão identificadas como seus servos. Eles não serão envergonhados e não serão derrotados, senão que possuirão as nações e será estabelecidas a justiça e a retidão. A mensagem de perdão e de esperança se expressa para um e para todos em 55.1-56.8. A resposta a este convite gratuito traz vida. Quando malvado abandona seu caminho e o homem injusto abandona pensamentos, pode gozar da misericórdia do Senhor e obter o perdão de Deus, já que a explicação está provida na morte do servo que sofre. A salvação é oferecida ao que se volta a Deus, ao abandonar seus caminhos de pecado. A disposição universal é aparente no fato de que os estrangeiros e os eunucos se conformarão com os caminhos do Senhor. As nações estranhas e o povo distante se associarão por si mesmos ao Senhor. O templo será a casa de oração para todos os povos. Os sofrimentos da alma serão satisfeitos pela ação do homem de dores, e muitos indivíduos procedentes de todas as nações se converterão em justos servidores do Senhor. VIII. O reinado universal de Deus estabelecido Is 56.9-66.24 A justiça própria frente às normas de Deus Is 56.9-59.21 O redentor traz bênçãos a Sião Is 60.1-63.6 Deus discerne o genuíno Is 63.7-65.16 O novo céu e a nova terra Is 65.17-66.24 226

Tendo desenvolvido o tema da liberação tão adequadamente, Isaias reverte às condições contemporâneas de seu povo. A glória de Sião em seu último estado, tem significação somente como o indivíduo tem a certeza da participação , daqui a comparação entre o justo e o injusto. Nos capítulos de apertura, se põem de manifesto de forma aguda as distinções (56.9-59.21) entre as práticas religiosas como as observava Isaias e os requerimentos de Deus. A fenda entre o disposto por Deus e o que fazem os homens é tão obvia, que esta passagem representa um chamamento ao indivíduo para que se afaste da prática corriqueira e se conforme aos requerimentos da verdadeira religião. A idolatria e a opressão do pobre prevalecem entre o laicato assim como entre os chefes, os que estão considerados como guardiões cegos (56.9-57.13). Simultaneamente, oram e jejuam, esperando que Deus os favoreça com juízos justos (58.1-5). O pecado e a iniqüidade na forma de injustiça social, opressão, atos de violência e derramamento de sangue continua em aberta prática (59.1-8). Deus está desgostado com tais ações —o juízo e a condenação esperam ao culpável. Por contraste, Deus se deleita na pessoa que é contrita e humilde de coração (57.15). Os jejuns verdadeiros que aprazem ao Senhor implicam a prática do Evangelho social: afastarse dos malvados, alimentar o faminto e aliviar o oprimido (58.6ss. Ver também capítulo 1). Essas pessoas têm a certeza de receber a resposta de suas orações, de guia e abundantes bênçãos (versículo 11). Aqueles que substituem o prazer e os negócios no dia santo de Deus com uma genuína e sincera complacência em Deus, têm assegurada a promessa de Seu favor (versículos 13- 14). A conformidade e a prática ritualística não reúnem os requerimentos de Deus para a verdadeira religião. Já que os pecados nacionais e iniqüidades separaram o homem de Deus (69.1-15a), Ele assegura ao povo justo a divina intervenção e a liberação, enviando um redentor a Sião. Quando Ele não encontre a nenhum da raça humana que possa intervir adequadamente, envia um redentor vestido com roupas de vingança, portador da couraça da justiça e o capacete da salvação. Este vindicará o justo (59.15b-21). A gloriosa perspectiva de Sião está desenhada uma vez mais com a vinda do redentor para estabelecer a Israel como o centro e o deleite de todas as nações (60.1-22). Esta capital será conhecida como a cidade do Senhor e o Sião do Santo de Israel. A glória de Deus se estenderá tão universalmente que o sol e a lua não serão precisos já mais. Este reinado continuará para sempre, como está previamente indicado por Isaias 9.2-7 e outras passagens similares, a data do cumprimento de tudo isso não está indicada além da simples e conclusiva promessa de que Deus a trará a seu devido tempo. Em preparação para a glória vindoura que será revelada, Deus envia seu mensageiro a Sião, ungido pelo Espírito do Senhor (61.1-11). Este mensageiro virá com boas novas para proclamar o tempo do favor de Deus, quando o desgraçado seja aliviado, os cativos possam ser deixados em liberdade, os doloridos sejam confortados e o desespero se converta em louvor. O povo de Deus será conhecido como os sacerdotes do Senhor, ao tempo que outros conhecerão as bênçãos divinas com seu ministério. A justiça e o louvor se elevarão desde todas as nações. A vindicação e restauração de Sião segue em ordem natural (62.1-63.6). Sião, que foi esquecida e desolada, se converterá na delícia de Deus, ao gozar com seu povo, como um noivo o faz com sua noiva. Os que aguardam são alentados a apelar a Deus dia e noite até que Jerusalém seja restabelecida como o louvor das nações. Uma vez mais, as líneas de demarcação estão claramente estabelecidas nos capítulos seguintes (63.7-65.16), entre os que receberão as bênçãos do Senhor e os ofensores que estarão sujeitos à maldição de Deus. A passagem inicial (63.7-64.12) representa um chamamento a Deus em solicitude de ajuda e socorro. Sobre a base do favor de Deus para Israel no passado, a oração expressa uma demanda para a divina intervenção. Deus é vituperado por ser a causa dos erros do povo e do endurecimento de seu coração (63.17), entregando-os ao poder da iniqüidade (64.7), e fazendo deles o que são. A resposta de Deus a sua oração (65.1-7) reflete a atitude para com o que 227

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